meu texto em duas versões. de um lado, me reconheço pouco. do outro, sou eu mesmo. as tais mediações. mas isto não me preoucupa tanto quanto a possibilidade de fazer aquilo que eu não tenho entusiasmo algum. um relatório à espera das derradeiras palavras, entre a salvação e o desterro. fico no meio, procurando um canto.
se eu tivesse uma voz legal e um violão que despejasse notas, talvez agora estivesse preocupado com uma música. mas não, só tenho dedos buliçosos e um pensamento flutuante. mais um festival (ou seria menos um festival?).
o que me preocupa agora é uma coceira sem fim. a obrigação de gastar palavras, preencher lacunas, fechar porteiras.
administrar é como navegar, já disse alguém.
a bateria acabou no meio de uma mensagem. e eu tinha carregado o celular na noite anterior. o celular vai findando, o mês já se aproxima de seus meados, o ano agora já está mais pra lá do que pra cá e daqui a pouco estarei no teatro de novo. comprei 10 ingressos em duas semanas de festival. preciso disto, de saber que alguma alma paira além dos pensamentos...
terça-feira, 12 de agosto de 2008
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