terça-feira, 5 de agosto de 2008

meia-noite em meu peito...

00:00. de hoje ou de amanhã? prefiro o agora, e saio meio cambaleante desta embriaguez cotidiana. angustiado com o que não foi, com o que passa e com o que passará. eu, passarinho que nunca aprendi a voar. mas é tão fácil, dirão. abra os braços e imagine as nuvens. mergulhos superficiais em tudo. nem um segundo tolo pra desperdiçar. adeus ócio criativo, adeus pensamentos em suspensão, adeus pôr-do-sol... já amanheço na escuridão. completamente incapaz de enxergar qualquer coisa que fuja do script. esqueci que dia tenho de ir ao médico. o peito não pára de coçar, de salivar, de sangrar, de endurecer, me excitar... é meu único prazer nestas noites diuturnas. tem sido cada vez mais difícil viver, por isso nem me atrevo a voar...

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