estava assim, já me preparando para ir em casa almoçar quando me lembrei que tenho um blog. resolvi ler as últimas linhas escritas. e digamos que me senti à vontade para finalizar este mês dizendo algo de mim.
benz... ontem à noite, antes de pegar no sono com um livro de skinner aberto, estive pensando em retomar meus diários dos momentos. já que tenho tido pouco contato com a internet, a idéia seria escrever mesmo numa folha de papel. mas não sei. não me decidi ainda e não sei se irei me decidir. estou assim assim, como diria aquela poeta... como é o nome dela mesmo? aquela que se jogou do apartamento dos pais, na rua toneleros... ana cristina césar... ana c. anascer.
vez por outra, escrevo uns versos que recitarei nos próximos saraus. mas, definitivamente, a poesia tem se divorciado de mim cotidianamente. que fim trágico! as necessidades emergenciais atropelam tudo. estou naquela fase em que o melhor é deixar para amanhã. ou depois de amanhã?
estou dormindo muito e vivendo pouco. com tendências a viver jogado pelos cantos, como um cão morto. outro dia vi uma cena que mexeu com meu estômago burguês. um mendigo carregando pra cima e pra baixo um cachorro morto. impossível não mergulhar no ser animal que há em mim.
enquanto isto, eu desfilo nos corredores da vida com minha mochila a tiracolo, meu copo de água limpa, transparente e gelada, meus versos escritos sobre a mesa da lanchonete, à vista das meninas bonitinhas que se vêem nas passarelas da petrolina fashion week. chega de tanta letargia!
de tanta hipocrisia, de tanta falação, oração, canção... meu coração parece o rosto sem vida daquele homem. ou daquele cão?
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
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