pálpebras pesadas. vou tecendo pensamentos enquanto a madrugada se aproxima. cheguei ao teatro atrasado (já virou rotina...) e suado. entrei. procurei um lugar próximo ao palco. sentei. a peça se arrastou narrando a decadência de um palhaço de uma maneira tão decadente, que só a decadência mesmo para justificar...
o apelo ao lado sexual, os palavrões, as músicas, tudo assinalava a decadência de um palhaço decadente. aproveitei a última penumbra para sair do teatro às pressas. não bati palmas, muito menos levantei para aplaudir de pé. a peça não me tocou. por sinal, se não fossem os poemas de Rilke teria sido uma decadência completa.
o sono se apossou de mim...
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
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