ontem não escrevi. digamos que foi um dia tão cansativo que só tive coragem de ligar o computador para ver se tinha alguma mensagem não lida na caixa de entrada do gmail. ultimamente, vivo refém destas mensagens. só tenho ânimo de ligar o computador para ver se tem alguma mensagem fresquinha esperando por meu clique.
não é interessante viver assim. estou aqui ralando a cabeça num texto teórico-metodológico, cheio de conceitos chatos e rebuscados, e, vez por outra, coloco o computador para carregar meu e-mail. abro, vejo que recebi mais uma mensagem de uma lista de discussão. e eu não estou a fim de discutir nada hoje. então, fecho, antes que alguém entre nos contatos rápidos e puxe uma conversa brochante.
aí volto para o desgaste de sair procurando agulha no palheiro de teóricos construcionistas. faço uma grande colcha de retalhos, tendo o cuidado de transformar as palavras sem mudar o discurso, coloco observações pessoais sobre a cobertura de um jornal de veiculação nacional ao episódio da prisão do sargento do exército e entrego ao professor.
o ideal é que tenha umas seis páginas: aí vou engomando, enrolando, confundindo cada vez mais a ponto de eu nem saber para onde ir. então deságuo aqui, com a lembrança de que não postei nada hoje e já está próximo de eu me retirar do front de batalha mental e dedal.
pior ainda será se eu for para a final. aí é que será dose. ter de vir pra cá na próxima semana não está em meus planos mais pessimistas, mas é algo que pode acontecer. basta o professor não gostar de meu texto ou sei lá o quê. estas coisas são tão subjetivas...
antes de dormir ainda darei uma olhada na caixa de entrada de meu e-mail. isto eu sei.
terça-feira, 17 de junho de 2008
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