hoje foi um domingo pleno. eu vi o dia passar em frente ao computador, com algumas poucas pausas para reflexão. sim, em frente a esta máquina o que menos eu faço é refletir. não dá tempo...
são tantas informações sendo despejadas de uma só vez, que eu me sinto uma piaba tentando submergir ante a abertura das compotas de sobradinho, nos raros períodos de cheia. ontem assisti à greve de fome do velho chico, de um cineasta chato chamado carlos pronzato. é meio sem graça assistir a um filme que você já sabe como termina.
mas não era sobre isto que eu queria falar. como eu estava dizendo (ou melhor, escrevendo), hoje eu vi o domingo passar. passei este dia que dizem ser de descanso queimando neurônios em frente a esta tela quadrada (um dia eu fico quadrado). e, agora, me dou conta de que tem tanta coisa ainda para eu fazer que um domingo só por semana não chega nem perto.
amanhã já tenho dois compromissos marcados. estou à espera de resposta sobre um terceiro. todos a partir da segunda metade do dia. ou seja, a manhã é livre. nem tanto assim. vou ter de ir ali entregar uma cópia de um jornal, devo pegar um livro na biblioteca, talvez eu ainda encontre por lá um cara que me prenda numa masturbação mental sem perspectivas de gozo...
não, não vou pensar nisto. sou novo demais para sofrer por antecipação. tenho de viver o momento, escrever carpie diem no pulso direito, baixar o msn, criar uma comunidade só minha no orkut, ir ao parque fazer ginástica e trocar olhares com meninos e meninas, ir à orla ver o pôr-do-sol e escrever uma poesia sobre a banalidade, o vazio, o vácuo, o nada...
quer saber do quê mais: eu escrevi para dizer que debalde não tem nada a ver com em vão. são falso cognatas, em minha pobre opinião de lingüísta (que saco ficar colocando trema nas palavras...). trema sim se parece demais com ¨. por causa da insignificância. trema, que palavra mais sem graça.
ou o domingo é que não tem graça nenhuma? (é sempre assim: eu tenho de terminar com uma pergunta!)
domingo, 15 de junho de 2008
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