segunda-feira, 7 de julho de 2008

ao som de nara leão...

hoje não vou dormir em casa. o que, para mim, não é lá grande novidade. não sou de maneira alguma apegado a minha cama, minha mesa, meu lençol, minha rede, meus pesadelos... como amanhã tenho compromisso às 9 por aqui perto, resolvi ficar logo. mas dois amigos tiveram de insistir um pouco para eu me convencer de que estava fazendo algo sensato.

fomos comer pastéis, beber suco, cerveja, refrigerante, conversar sem pressa sobre assuntos banais: curso de inglês, bem que no Brasil poderíamos falar espanhol, crises sentimentais alheios e tudo que passava na janela de nossa consciência durante o percurso. voltamos ao sabor do vento frio que sopra nestes dias raros.

antes de dormir, passei por aqui para abri minha caixa de entrada. agora me lembrei que falta eu enviar uma mensagem lembrando a galera da gravação de um programa de rádio amanhã. mas faço isto daqui a pouco, por enquanto prefiro dizer que não gosto de deitar deixando mensagens à procura de respostas. tenho me agoniado com estas coisas que as pessoas a muito tempo se acostumaram a se agoniar.

hoje quero dormir mais tranquilo. fui deitar na rede depois das 4h da manhã e acordei assustado às 8 e meia. todo atrasado para um compromisso. entrei no chuveiro com medo de tomar um choque térmico, me vesti com as primeiras roupas que encontrei, não tomei café e ainda saí de casa telefonando para informar que chegaria no mínimo 10 minutos atrasado. não sei como, mas ainda consegui chegar alguns segundos cedo.

são as coisas da vida. os dias teimam em se fechar da maneira mais harmoniosa possível e isto é muito bom, afinal de contas, daqui a pouco quero estar na tranqulidade dos sonhos frutrados ontem, que eu só me lembro porque antes de escrever este texto li o título do que escrevi ontem. e meu peito não pára de coçar...

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