as palavras, quando musicadas, tomam uma outra dimensão. transcendem. nietszche já disse algo neste sentido. e escreveu assim falou (ou falava) zaratustra. um livro filosófico e musical. a música me lembra ladeiras. descidas nos subterrâneos da consciência. as palavras escorregam aos acordes dos instrumentos musicais. palavra ganha uma ressonância ímpar. quando ouço lamento sertanejo, de gilberto gil, tenho vontade de acompanhá-lo na mesma hora. ninguém escreveu caatinga de uma maneira tão deliciosa de pronunciar.
"por ser de lá do sertão, lá do serrado, lá do interior, do mato, da caatinga, do roçado. eu quase não saio, eu quase não tenho amigo...". por mais determinismo geográfico que esta letra traga, é uma bela melodia. e, ademais, fala muito sobre minha própria personalidade.
mas não lamento nem um pouco por quase não falar, não saber de nada...
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
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