e em outros lugares também. resolvi parar um pouco de verborragiar e passei a contemplar muito mais. agora estou lendo com uma freqüência irreconhecível. voltei a ler poesia, veja só... a tanto tempo que não pegava drummond antes de dormir, a tanto tempo que não cochilava com o livro aberto sobre o peito e acordava de manhã cedo com a luz do quarto acesa, o olho pesado, o pesadelo...
passei a me preocupar mais também. com a entrega dos trabalhos, a prova de genética, de análise experimental, o relatório do projeto de pesquisa, os slides, o pôster. não o de che. este eu deixei guardado. verdade seja dita: ainda não tive nem tempo de abri a bandeira de minha cidade na perede de meu quarto. agora querem que eu discurse no último comício de meu pai. e eu não sou (nem nunca fui) o homem dos discursos, das palavras jogadas ao vento, da elevação de voz, do peso frio do microfone. mais um desafio.
mais uma preocupação. como faço para escrever o que deve ser escrito? uma frase é uma sucessão de palavras ou de sentimentos? como sangrar em cada frase e, mesmo assim, não se ferir? como explicar o que penso sem me tornar explicativo? lá no fundo, tudo está dito, posto que tudo é silêncio. dentro de cada ser humano mora um poema, mas nem todo mundo é poeta. poesia é a contemplação da ressonância interior...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
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